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sexta-feira, 2 de março de 2018

Agora

Estreia hoje, em Arcos de Valdevez. Na Casa das Artes, às 22h. 

Agora: uma comédia sobre o instante de uma tragédia. Houve um ataque terrorista no teatro, e dois espetadores, um homem e uma mulher, acabam lado a lado, a fazer de mortos, transidos de medo. Já terá passado o pior? Poderão falar? Nunca se sentiram tão assustados, tão esvaziados, tão vivos, tão próximos de alguém. O que é que isso fará deles? E o que é que eles farão disso?

 
Na sequência dos ataques terroristas em Paris — nomeadamente, o ataque ao Bataclan, uma sala de espetáculos —, o teatro, ou a interpretação ao vivo, aparece aos nossos olhos mais como é: um perigo.
    Em cima do momento, a quente, escrevi uma peça, Grande cena (Teatro Oficina, encenação de Marcos Barbosa), sobre quatro atores, que, no conforto de uma sala, atravessam este nosso tempo de excesso de informação, confusão, desejo e medo. Os atores: Anabela Faustino, Alheli Guerrero, Ivo Alexandre, Marcos Barbosa.
    Escrevi também um ensaio para a revista Granta, Ensaio aberto, onde partia de uma citação da peça Grupo de vanguarda, de Vicente Sanches, para pensar o que era e o que podia ser o teatro hoje. A citação: “Todo o teatro — deve ser terrorista”, “todo o verdadeiro terrorismo — é verdadeiro teatro”.
    Agora é o ponto de chegada desse questionamento. Ou o ponto de interrogação dessa caminhada. Dois espetadores, em perigo de vida no lugar sagrado do teatro, revelam-se — e nós com eles?


O texto é meu, a encenação é do Ivo Alexandre, a interpretação é da Anabela Faustino e do Ivo Alexandre. Produção Ninguém.

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Ler, escutar

Hoje e amanhã, estarei em Coimbra, a convite do Clube de Leitura Teatral (org.TAGV/A Escola da Noite). Vamos ler-escutar a Grande cena, por assim dizer. Apareçam, que o teatro é das melhores armas contra este tempo frio.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Falta utopia

Diz a peça Grande cena, que está em Guimarães, no CCVF, até domingo.
E digo eu, nesta entrevista feita por António José Teixeira para o Jornal de Negócios. (Correção a uma data referida na entrevista: Joseph Roth morreu em 1939.)

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

telex O Que Eu #7

Grande cena estreia dia 28 de janeiro, no CCVF, em Guimarães. Um texto meu, com encenação de Marcos Barbosa e interpretação de Alheli Guerrero, Anabela Faustino, Ivo Alexandre e Marcos Barbosa. Produção Teatro Oficina. Dois casais de atores inventam em palco dois casais de atores. É uma comédia sobre teatro, terrorismo e guacamole.



E, dia 6 de fevereiro, a Anatomia de Otelo salta para o mundo, no Teatro da Trindade, em Lisboa. Depois irá a Faro, Cartaxo, Ovar e Porto. Um projeto de “artes e educação para a cidadania”, que se concretizou em oficinas de teatro-e-tudo com alunos da Escola Luís António Verney durante um ano e meio, e que resulta agora num espetáculo à séria, encenado por Cristina Carvalhal. Eu escrevi o texto a partir das iluminações shakespearianas que foram acontecendo nos ensaios. Produção Acordarte/Causas Comuns.



Entretanto, na Antena 3, continua Voz Guia, onde conto a história com agá pequeno do escritor Raúl Morais misturada com a História com agá grande do mundo. Sou eu mais as maravihosas vozes de Catarina Requeijo e Miguel Fragata. Dá para ouvir todos os episódios aqui




quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Grande cena

Já falta pouco. Grande cena vai estrear no dia 28 deste mês, no Pequeno Auditório do Centro Cultural Vila Flor, em Guimarães. Uma comédia sobre teatro, terrorismo e guacamole. 
O texto é meu, a encenação é de Marcos Barbosa e a interpretação é de Alheli Guerrero, Anabela Faustino, Ivo Alexandre e Marcos Barbosa. A cenografia é de Ricardo Preto e o desenho de luz é de Pedro Vieira de Carvalho. Uma produção do Teatro Oficina.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Rir e pensar ao mesmo tempo?

Grande cena, uma peça que tenho estado a escrever "em tempo real" para o Teatro Oficina, estreia dia 28 de janeiro no Centro Cultural Vila Flor em Guimarães, com encenação de Marcos Barbosa. Nos ensaios dá para pensar e rir ao mesmo tempo — e quando a coisa estiver sob as luzes tremendas do teatro?