quinta-feira, 14 de março de 2013

No Porto é hoje o dia Silva Silva

O nosso Adalberto aparece às nove e meia no palco do Teatro Carlos Alberto (TeCA). Até domingo, o grande Ivo Alexandre põe comédia no mundo. Venham, passem palavra. Vamos matar de riso a austeridade!

segunda-feira, 11 de março de 2013

Jornal Local: aos pombos

Depois da chuva, no Jardim de São Pedro de Alcântara, duas alemãs, talvez irmãs, de pé, à conversa; dois brasileiros, talvez pai e filho, de pé, à conversa; e, entre os dois pares, sentada e sozinha, uma portuguesa. Jornal Local estava lá e registou. Como quem lança confetis numa festa esvaziada, diz a mulher, "Sabem quem é que vos dá de comer, pombos?" (Pausa teatral.) "É a Mãe!"

sexta-feira, 8 de março de 2013

Na semana que vem, só dá Porto

Na próxima terça-feira às 21h, a minha breve peça Luto vai fazer parte, juntamente com outros textos de outros autores, das Leituras no Mosteiro (organização TNSJ, coordenação de Nuno M Cardoso e Paula Braga).
E, quinta-feira, dia 14, no âmbito do programa Solos do TNSJ, o Adalberto Silva Silvaum espetáculo de realidade no Teatro Carlos Alberto. E por lá fica até domingo, 17. 
Venham, apareçam, temos de nos encontrar!

quarta-feira, 6 de março de 2013

terça-feira, 5 de março de 2013

Jornal Local: não leias isto

Num degrau da Rua do Quelhas, um pão aberto cheio de formigas. As nuvens afastando-se por um segundo para que a luz caia sobre aquilo. O pão estragado, como um monumento. Jornal Local estava lá para registar. Mas, de repente, passa um estudante rua abaixo; na mochila, em letras brancas, pintadas a pistola, a frase — sim, precisamente — não leias isto.

segunda-feira, 4 de março de 2013

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Jornal Local: Portugal pela mão

Na entrada de cima da Rua da Trindade, um homem de casaco escuro segura um Portugal amarelo, feito de cartolina, aí do tamanho de dois bacalhaus e meio. De repente há uma rabanada de vento e o país parece que se vai. Que susto. O homem encosta a cartolina ao peito e segue caminho. Jornal Local esteve lá e pode garantir que: agora sim. Sim, senhor. Finalmente, Portugal avança.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

A resignação do Papa, por exemplo

Devo confessar que este Papa sempre me pareceu um enigma demasiado frio e fechado. O primeiro gesto de Bento XVI que verdadeiramente me sobressaltou foi este da sua resignação. Sim, do modesto ponto vista deste escritor, a história de Joseph Ratzinger/Bento XVI começaria agora. Uma história em busca desse momento interior, misterioso, porventura intraduzível, em que alguma coisa acontece na alma do sábio alemão — e o faz decidir assim. Deixar de ser Papa. Pois, talvez esteja a puxar a brasa à minha sardinha, mas parece-me que o jornalismo de hoje devia ter espaço para este tipo de histórias. Sabemos os factos. Mas, para vermos as interrogações com o máximo de clareza, precisamos também de imaginação. Será?

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Itália leva demasiado à letra postal de O que eu gosto de bombas de gasolina

Quando, há uns dias, pensando apenas neste retângulo à beira-mar plantado, falei de um partido de humoristas, estava longe de imaginar um sucesso tão meteórico como o de Beppe Grillo. 25%! E, no entanto, o resultado das eleições italianas prova a ideia-base desse meu postal português — se os partidos não se reinventam enquanto espaços de liberdade e abertura, o descontentamento encontrará outros canais, mais ou menos populistas, mais ou menos eficazes, mais ou menos engraçados, mais ou menos perigosos.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Aimar contra a troika

Ontem ouvi alguém dizer que o Aimar tinha de sair no fim do ano porque qualquer coisa e "a massa salarial"... Logo a seguir, plim, o grande Pablito faz isto. Só para lembrar que o futebol joga-se é com a cabeça. O argentino mais português do mundo merece todo o nosso aplauso, ponto final, ponto de exclamação, parágrafo. Mesmo sentado no banco, lesionado, constipado, é ele o porta-bandeira da mística benfiquista. Ofereçam-lhe mais um ano, dois, dez, ofereçam-lhe a cadeira de treinador e de presidente. E não tragam a conversa contabilística para o relvado da catedral. Haja respeito, por favor.