Na salinha de cima Lígia Roque e companhia brincam à verdade com simplicidade e humor. Teatro: de muito pouco fazer muito muito. Bravo!
sexta-feira, 30 de setembro de 2011
quinta-feira, 29 de setembro de 2011
quarta-feira, 28 de setembro de 2011
terça-feira, 27 de setembro de 2011
Reportagem 3
"O espírito capaz de compreender boa ficção não é necessariamente o espírito culto, mas é sempre aquele que se dispõe a aprofundar o seu sentido de mistério através do contacto com a realidade, e o seu sentido de realidade através do contacto com o mistério." (Flannery O'Connor)
segunda-feira, 26 de setembro de 2011
Hoje o que eu quero dizer é isto (letra de uma canção dos Quais)
O PAÍS DO EU
Bem-vindos ao país
Era Uma Vez
vamos para a frente
sempre com um pé atrás
da tempestade
há de vir a esperança
e o tal destino
sabotá-lo com ação
pôr Pasolini na canção
eu amo o mundo
e odeio o mundo
duplo também quem eu
George Harrison cantando
I Me Mine
e eu penso
naquela frase da Simone Weil
o diabo
incita a dizer
o eu de sentido coletivo
dos ditadores
escuta, olha, mas não pares
tão bela contra
atira-te contra a montra
parte tudo tu
Bem-vindos ao país
Era Uma Vez
vamos para a frente
sempre com um pé atrás
da tempestade
há de vir a esperança
e o tal destino
sabotá-lo com ação
pôr Pasolini na canção
eu amo o mundo
e odeio o mundo
duplo também quem eu
George Harrison cantando
I Me Mine
e eu penso
naquela frase da Simone Weil
o diabo
incita a dizer
o eu de sentido coletivo
dos ditadores
escuta, olha, mas não pares
tão bela contra
atira-te contra a montra
parte tudo tu
sexta-feira, 23 de setembro de 2011
O verdadeiro ator em Silves
Hoje vou a Silves e dou boleia ao ator Américo Abril. O grande acontecimento está marcado para as 21.30h, na Biblioteca Municipal.
quinta-feira, 22 de setembro de 2011
quarta-feira, 21 de setembro de 2011
terça-feira, 20 de setembro de 2011
segunda-feira, 19 de setembro de 2011
sábado, 17 de setembro de 2011
Uma ideia, por favor...
Já conhecemos a conversa dos cortes. Mas dava jeito apresentar uma ideia, não?
quinta-feira, 15 de setembro de 2011
quarta-feira, 14 de setembro de 2011
terça-feira, 13 de setembro de 2011
Como se pudesse haver Europa sem Grécia!
Isto anda tudo doido, muita vaidade a brincar com o fogo. Esperemos só, como dizia o outro, que o céu não nos caia na cabeça...
segunda-feira, 12 de setembro de 2011
Nova Iorque 4
Numa das passagens de alfândega, em Heathrow, fui chamado à parte. Uma mulher-polícia pediu-me para abrir a mochila. Era uma senhora rechonchuda, de bochechas rosadas e redondos olhos azuis, que parecia uma personagem de um romance de Barbara Pym a quem tivessem impingido uma farda e um chapéu.
Enfiou a mão no caos de roupa suja que era o conteúdo da mochila e descobriu o coração. Séria, levantou o olhar para mim à espera de um esclarecimento. Como é óbvio, aquilo era muito suspeito.
Pensei em contar-lhe a história da escola de cinema, dos exercícios sobre a relação entre imagem e música, da descoberta daquele adereço no vigésimo andar de um arranha-céus no centro de Manhattan, mas pareceu-me complicado demais. Em vez disso, o que me saiu, numa voz sumida, entre soluços, foi: “Please, don’t break my heart...”
Uma pausa longa, um silêncio doido, um vazio que ia dali até à Rua 3 Este em Nova Iorque e voltava; e eu de braços caídos, mordendo o lábio, à espera que a senhora rasgasse a borracha exterior, estraçalhasse a esponja interior e me humilhasse em público — um falso coração exposto para a risota de todo o aeroporto.
Mas, encarando-me com uma leve, levíssima, ironia azulada, a mulher-polícia largou o coração na roupa suja e fez um gesto para que eu avançasse. “Pode seguir”, disse.
E eu obedeci.
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