a serena energia da atenção.
quarta-feira, 24 de janeiro de 2024
segunda-feira, 22 de janeiro de 2024
quinta-feira, 18 de janeiro de 2024
O vento
"Le vent n'ira pas où l'homme veut aller avec lui. Heureusement."
(Donner à voir, Paul Éluard)
quarta-feira, 17 de janeiro de 2024
terça-feira, 16 de janeiro de 2024
Millet e nós
Em Millet and the Peasant, diz John Berger: "I believe that he failed because the language of the traditional oil painting could not accommodate the subject he brought with him. One can explain this ideologically. The peasant's interest in the land expressed through his actions is incommensurate with scenic landscape. Most (not all) European landscape painting was addressed to a visitor from the city, later called a tourist; the landscape is his view, the splendour of it is his reward. (...) There was no formula for representing the close, harsh, patient physicality of a peasant's labour on, instead of in front of, the land. And to invent one would mean destroying the traditional language for depicting scenic landscape. (...) Thus Millet's failure and setback may be seen as an historic turning point. The claim of universal democracy was inadmissible for oil painting. And the consequent crisis of meaning forced most painting to become autobiographical. (...)"
Isto fez-me pensar noutra arte, a arte da escrita. Se nós, os que queremos mudar o mundo e que, em certa medida, escrevemos contra o mundo, não teremos de encontrar novas formas. Se não estaremos, demasiadas vezes, presos ao ponto de vista convencional da época, à moldura "turística" do tempo que nos calhou na rifa. Se não teremos de furar a autobiografia para chegar à vida.
segunda-feira, 15 de janeiro de 2024
sexta-feira, 12 de janeiro de 2024
Sobre uma fotografia de Patrick Junker
Amputado das suas asas, o anjo da história avança para o passado de bicicleta.
quinta-feira, 11 de janeiro de 2024
quarta-feira, 10 de janeiro de 2024
segunda-feira, 18 de dezembro de 2023
segunda-feira, 11 de dezembro de 2023
O que Natalia Ginzburg diz sobre Israel em 1972
"Dopo la guerra, abbiamo amato e commiserato gli ebrei che andavano a Israele pensando che erano sopravvissuti a uno sterminio, che erano senza casa e non sapevano dove andare. Abbiamo amato in loro le memorie del dolore, la fragilità, il passo randagio e le spalle oppresse dagli spaventi. Questo sono i tratti che noi amiamo oggi nell'uomo. Non eravamo affatto preparati a vederli diventare una nazione potente, aggressiva e vendicativa. Speravamo che sarebbero stati un piccolo paese inerme, raccolto, che ciascuno di loro conservasse la propria fisionomia gracile, amara, riflessiva e solitaria. Forse non era possibile. Ma questa trasformazione è stata una delle cose orribili che sono accadute."
(Gli ebrei, Natalia Ginzburg)
sexta-feira, 8 de dezembro de 2023
Os limites
"Os limites de um humano eram divinos? Eram."
(Uma Aprendizagem ou O Livro dos Prazeres, Clarice Lispector)
quarta-feira, 6 de dezembro de 2023
segunda-feira, 4 de dezembro de 2023
A criança em Gaza
A reportagem de ontem, da RTP2, mostrava uma criança em Gaza, no que parecia um monte de cinzas, a andar em círculos, a gritar, "O meu pai e o meu irmão são mártires!..." A infância é o tempo da liberdade, da brincadeira, da vida sem prazo, mas àquele menino roubaram-lhe tudo. Aquela criança era o desespero do mundo. Devíamos pôr aquela imagem na cara dos decisores vinte e quatro horas por dia até haver paz.
domingo, 3 de dezembro de 2023
Calados, quietos
O partido da xenofobia tem 16% nas sondagens e nós damos passeios e comemos framboesas. O partido do discurso de ódio tem 16% nas sondagens e nós ouvimos vinis e folheamos revistas como se tudo estivesse normal. O partido da desinformação e do racismo tem 16% nas sondagens e nós ficamos calados, quietos, no nosso cantinho?
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