I'll be going back to
sexta-feira, 3 de julho de 2015
Não é só a Grécia que está suspensa pelo referendo de domingo
É a Europa como um todo.
Se houvesse um referendo equivalente cá, já pensaram como seria?
Como europeísta — querendo uma Europa mais política, mais democrática, mais solidária —, eu votaria Não.
Se houvesse um referendo equivalente cá, já pensaram como seria?
Como europeísta — querendo uma Europa mais política, mais democrática, mais solidária —, eu votaria Não.
quarta-feira, 1 de julho de 2015
Como é possível?!
The World’s Deadliest Place for Kids, de Adam B. Ellick and Nicholas Kristof (no New York Times).
terça-feira, 30 de junho de 2015
telex O Que Eu #5
Acabaram as Canções Crónicas na TSF.
Nelas tentei
SEPARAR O TRIGO DO TWEET
mas algumas pessoas acham que elas soavam demasiado tipo
CANÇÃO DE INTERVENÇÃO
A última dá para ouvir aqui.
Chama-se
GRANDE MOMENTO
(o título é enganador).
Este mês, primeiro no Festival de Almada (dias 5 e 6) e depois no Fórum Municipal Romeu Correia (a partir de dia 15), sobe à cena Escrever, falar. Uma peça que eu escrevi há uns duzentos anos e que foi estreada pelo .lilástico, com encenação de Marcos Barbosa e interpretação de Hugo Torres e Nicolau Pais.
Agora é a vez do Teatro dos Aloés a pôr a mexer de novo, com encenação de Jorge Silva e interpretação de João de Brito e João Pedro Dantas.
Sou suspeito, claro, mas estou curiosíssimo. Ainda dará para ler esse teatro em palco?
Dia 5 de julho, Os Quais tocam no Festival Silêncio.
É às 19.30h no Jardim da Praça Dom Luís.
Vamos acompanhados de gente boa para fazer barulhinhos e barulhões de inventar silêncio como deve ser.
segunda-feira, 29 de junho de 2015
"União Europeia"?
Um grupo de estados que empurra assim outro para a saída poderá ser chamado de "União"?
E há "Europa" sem a Grécia?
Talvez o melhor seja assumirem de vez que não há espaço para a política, para a solidariedade, para a democracia, para qualquer tipo de "espírito europeu", e mudarem o nome do que resta para "Mercado Comum", não?
domingo, 28 de junho de 2015
Estamos sempre a tempo de mudar o futuro
É importante tomar nota do que Mariana Mazzucato diz no Guardian:
"(...) The conditions of the bailout therefore should have been conditions that emulate the kind of public sector reform and investment strategy that characterises many of the competitive powerhouses of northern Europe – including Germany. Indeed, Greece should not do what Germany says it does (austerity), but what Germany actually does (invest).
Over the last decade, Germany has invested in all the key areas that not only increase productivity, but also create innovation-led growth. Companies like Siemens are the result of a dynamic public-private eco-system in Germany, with high government spending on science-industry links (Fraunhofer institutes), the existence of a large and strategic public bank (KfW) that provides patient, long-term, committed capital to German businesses, a long run-focused stakeholder type of corporate governance (rather than the short-termist shareholder Anglo-Saxon model that southern Europe has copied), an above-average R&D/GDP ratio (rather than the below average one in Greece, Portugal and Italy), investments in vocational training and human capital, and a mission-oriented ‘energiewende’ strategy focused on greening the entire economy.
Imagine the very different types of result we would have witnessed had the negotiations been about stuffing an investment strategy down Greece’s throat, rather than more cuts. 'OK, we will bail you out, but reform your country, and kickstart public investments (of the type named above), so that you are ready for the 2020 innovation challenge.'
Instead, insisting on the status quo full of more austerity produced an increasingly weaker Greece, more unemployment and more loss of competitiveness. (...)"
"(...) The conditions of the bailout therefore should have been conditions that emulate the kind of public sector reform and investment strategy that characterises many of the competitive powerhouses of northern Europe – including Germany. Indeed, Greece should not do what Germany says it does (austerity), but what Germany actually does (invest).
Over the last decade, Germany has invested in all the key areas that not only increase productivity, but also create innovation-led growth. Companies like Siemens are the result of a dynamic public-private eco-system in Germany, with high government spending on science-industry links (Fraunhofer institutes), the existence of a large and strategic public bank (KfW) that provides patient, long-term, committed capital to German businesses, a long run-focused stakeholder type of corporate governance (rather than the short-termist shareholder Anglo-Saxon model that southern Europe has copied), an above-average R&D/GDP ratio (rather than the below average one in Greece, Portugal and Italy), investments in vocational training and human capital, and a mission-oriented ‘energiewende’ strategy focused on greening the entire economy.
Imagine the very different types of result we would have witnessed had the negotiations been about stuffing an investment strategy down Greece’s throat, rather than more cuts. 'OK, we will bail you out, but reform your country, and kickstart public investments (of the type named above), so that you are ready for the 2020 innovation challenge.'
Instead, insisting on the status quo full of more austerity produced an increasingly weaker Greece, more unemployment and more loss of competitiveness. (...)"
sábado, 27 de junho de 2015
sexta-feira, 26 de junho de 2015
Grande momento
Voltamos à Grécia
Que é como quem diz
Voltamos a nós
O que está em jogo
É ver se a UE
Dá à luz
Uma Europa nova
De e para todos
Vera União
Se existe espaço
Para a política
Ou não
(refrão:)
É mesmo agora
25ª hora
Grande momento
Urgente é o nosso tempo
Vem denunciar
A clara ligação
Entre desigualdade
E a crise do ambiente
O Papa diz alto
A verdade
Agnósticos, crentes
Ateus e sem nome
Assim tão diferentes
Com o nosso planeta
Não sejamos
Indiferentes
(refrão)
E depois das férias
São as eleições
A ver que mudança
Nos muda prà frente
Na direção da
Esperança
(dá para ouvir aqui)
Que é como quem diz
Voltamos a nós
O que está em jogo
É ver se a UE
Dá à luz
Uma Europa nova
De e para todos
Vera União
Se existe espaço
Para a política
Ou não
(refrão:)
É mesmo agora
25ª hora
Grande momento
Urgente é o nosso tempo
Vem denunciar
A clara ligação
Entre desigualdade
E a crise do ambiente
O Papa diz alto
A verdade
Agnósticos, crentes
Ateus e sem nome
Assim tão diferentes
Com o nosso planeta
Não sejamos
Indiferentes
(refrão)
E depois das férias
São as eleições
A ver que mudança
Nos muda prà frente
Na direção da
Esperança
(dá para ouvir aqui)
quinta-feira, 25 de junho de 2015
Claro que, neste drama da crise grega, a questão da dívida é só o texto
— o subtexto é ideologia, ideologia, ideologia.
E, por isso, estes momentos de não acordo são leitura mais importante do que o eventual acordo a que se chegue na 25ª hora de domingo.
quarta-feira, 24 de junho de 2015
terça-feira, 23 de junho de 2015
segunda-feira, 22 de junho de 2015
Pelo andar da carruagem...
...precisamos mesmo de novas maiorias políticas no sul e nas periferias para mudar a Europa.
sexta-feira, 19 de junho de 2015
Praça Sintagma
Já se sabe? Agora
quem é que ganha, quem ganha?
É a Europa
ou é antes a Alemanha, quem ganha?
Há alguma novidade?
Que lado está por cima?
É a austeridade
ou a democracia?
A justiça é cega
a Europa é grega
o dinheiro não chega,
dizem, para todos
Já se sabe? Amanhã
quem é que estará mal?
Na Europa, quê,
a esquerda é inconstitucional?
Tragam notícias frescas,
há alguma novidade?
Afinal, ganha o número
ou a realidade?
A verdade é triste
Please “unfuck Greece”
Ou há democracia, quem disse
ou comem todos
(dá para ouvir aqui)
quem é que ganha, quem ganha?
É a Europa
ou é antes a Alemanha, quem ganha?
Há alguma novidade?
Que lado está por cima?
É a austeridade
ou a democracia?
A justiça é cega
a Europa é grega
o dinheiro não chega,
dizem, para todos
Já se sabe? Amanhã
quem é que estará mal?
Na Europa, quê,
a esquerda é inconstitucional?
Tragam notícias frescas,
há alguma novidade?
Afinal, ganha o número
ou a realidade?
A verdade é triste
Please “unfuck Greece”
Ou há democracia, quem disse
ou comem todos
(dá para ouvir aqui)
quinta-feira, 18 de junho de 2015
terça-feira, 16 de junho de 2015
Um poema de Issa Kobayashi
Onde há pessoas
Há moscas
E Budas
(do livro "Primeira Neve", versões de Jorge Sousa Braga, ed. Assírio & Alvim)
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