É em nome do todo
E para o bem-comum
Que falas e vives, sim?
Esta é a pergunta
Para cada um
Para ti e para mim
Passos, Portas, Costa
Sousa e Martins
Pedro, Paulo, António ou
Jerónimo, Catarina
Anónimo, o teu nome
Ainda mal começou
É em nome do todo
E para o bem-comum
Que falas e vives, sim?
Esta é a pergunta
Para cada um
Para ti e para mim
Juncker, Schulz, Merkel,
Cameron e Renzi
Tsipras e Hollande
Jean, Martin, Angela
David e Matteo
Europa, pergunta grande
É em nome do todo
E para o bem-comum
Que falas e vives, sim?
Esta é a pergunta
Para cada um
Para ti e para mim
Ana, Belarmino,
Carlos, Deolinda,
Eduardina e Flor,
Gustavo, Horácio,
E todos os nomes
Está a política a chamar
Há meia-maratona depois de amanhã é uma bela loucura e eu estarei lá É a primeira vez que vou tentar correr 21 mil e tal metros de pensamentos concretos Quando se corre, as coisas ganham tal leveza metáforas de si próprias, funda clareza A ponte 25 de abril percorrida a pé é o que o país deve ser uma visão a construir A cidade vai mudar-se de margem almas de corpo inteiro furando a imagem É a primeira vez que vou tentar correr 21 mil e tal metros de pensamentos concretos
(dá para ouvir aqui )
Se estiver interessado numa adaptação teatral de Os detetives selvagens , será com todo o prazer que o receberemos como mecenas!
Diz o Presidente que as dívidas ao fisco e à Segurança Social do primeiro-ministro de Portugal não são nada de especial, só um cheirinho a pré-campanha O sistema faz a cama na lama Diz o primeiro-ministro da austeridade que não é perfeito (oh, será verdade?) só não pagou porque não tinha dinheiro ou então não se lembrou O sistema faz a cama na lama
(dá para ouvir aqui )
(Untitled Notebook Page, Jean-Michel Basquiat)
E se imaginássemos o chefe de governo com ar grave, a cantar num musical pós-moderno na comédia com o título “Insegurança social” vestido de barítono e o palco é Portugal, oh Portugal Mas não vamos por aí não vamos perturbar o nosso deixa-andar O filme Citizenfour é cinema-verdade jornalismo que diz: é isto a liberdade? Uma democracia de cidadãos vigiados? Não é ficção-científica basta olhar para os factos, olhar de facto Mas não vamos por aí não vamos perturbar o nosso deixa-andar
(dá para ouvir aqui )
ontemporâneo
(tirado daqui )
VIDEO
(Mesmo hoje, a história continua .)